Todo mundo sabe disso, todo mundo vive isso seja hetero, Homo,
bi, qualquer orientação, trata-se da realidade por trás da suposta “magia” em
uma noite de festa.
Ao chegar você é o ser da avaliação (dependendo de quantas
pessoas já estejam na festa), avaliação essa que é feita não pelo que você tem
(que já é humilhante ser “avaliado” e desta forma... deprimente, até por que
nem se tem como fazer... afinal... ninguém conhece ninguém – em tese), mas pelo
que você, em suma, é!! Transformamo-nos em uma máquina de defeitos que são criteriosamente
observadas e destruídas pelos olhares alheios que tentam encontrar em você mais
que uma simples simpatia, onde a futilidade é aguçada nos critérios da (o)
observadora (dor). É a observação de que marca de camisa vc está usando, da
calça, e se estiver dando vacilo e der para ver a cueca/calcinha...
iiiiiiiiii... Ai sim... Tem de ser da Payboy, Calvin Klein e dentre outras
marcar que alimentam o capitalismo barato e idiota.
Mas ainda não é o ápice, daí você se interessa por alguém, “fica”,
cinco minutos depois de beijos, sarros, o alguém é... hã...? sumiu!
Daí você repudia tudo isso e volta para o ponto de partida,
achando que foi a vitima, mas nesse mesmo ponto, você agora avalia quem entra,
fica com quem nem queria na verdade só pra dar aquele beijo que não rolou antes
fazendo com a pessoa que está ficando com você se sinta da mesma forma que você,
por que você também sumiu... Ai você não tinha rotulado a pessoa que fez tudo
isso? Chamou de um monte de coisa? Pronto... Agora você também é a mesma coisa.
E assim aumenta e alimenta o círculo da hipocrisia e
mostrando A realidade por trás da suposta “magia” que é criada antes de sair de
casa para uma “balada” e a melhor parte é saber que você está agora em sua
casa, lendo isso e... sozinho (a).
Já dizia o grande Renato Russo: “... e assim caminha a
humanidade”

Bastante inteligente, Tiago Oliveira! ;)A balada ao mesmo tempo que representa o entretenimento do público jovem contemporâneo, é a ilusão de muitos entre luzes e sons estridentes e harmônicos... ilusões estas que se coadunam muito bem ao público-alvo que não possui liberdade de ser quem é fora dos guetos LGBT... enquanto não nos unirmos e organizarmos eficazmente continuaremos no limbo de uma falsa ilusão de liberdade: uma liberdade limitada (e em muitos cantos, apertada :P)Cleyton Feitosa
ResponderExcluirPois é Cleyton... que parte de mundo vivemos né? Suas palavras descrevem muito bem os eventos: "o limbo de uma falsa ilusão de liberdade: uma liberdade limitada (e em muitos cantos, apertada :P)"
ResponderExcluirObrigado por passar por aqui.
Este "canto" está sendo importante de alguma forma pra mim.
Visitar um lugar desses é visitar uma vitrine escura de falsidades plastificadas.
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